terça-feira, 22 de maio de 2012

pretensa pudica


 ATENÇÃO! ALERTA VERMELHO! Essa poesia abaixo é de extremo mal gosto e, ao mesmo tempo, deliciosamente atraente. Então, cuidado ao se deliciar com ela, trata-se de putaria extrema. Classificação 18 anos, cenas de sexo e violência. O aviso foi dado; depois não vem falar que comeu e não gostou.



 Pretensa pudica


Tira essa roupa, gostosa.
Tira essa essa roupa, vadia.
Cala tua boca.
Falarás agora só em gemidos,
quando, por minhas carícias,
engasgar-lhe a volúpia.

Tira essa roupa e desmaia.
Não quero teu choro, ou teu sorriso.
Não quero teus olhos.
Atrapalhará meu gozo tua cumplicidade.

Quero teu corpo morto, gordo,
quero teu corpo pó,
teu corpo universo,
teu corpo transcendência,
teu corpo, medida de todas as coisas,
teu corpo, razão de todas as coisas,
teu corpo carne,
teu corpo comida,
tuas tetas.

Tira essa roupa, prostituta.
Sabes que há muito quero estuprá-la,
o vês em meus olhos
e não sentes medo.

Tira essa roupa, vadia, maldita.
Não te matarei.
Tira essa roupa, maligna, serpente.
Não te matarei.
Tira essa roupa, puta.
Não te matarei.
Não te matarei, porque te quero sempre.

Mas nasceste para transar com todos os homens
e nunca serás minha.
Tua vagina pudica, pretensa pudica – pois do pudico cupido e picudo são anagramas –,
ao toque se derrete.
Não me mal interprete, meu amor,
não sou um descarado,
meus sentimentos são puros.
As palavras é que são absurdas e sujas,
os vocábulos é que são loucos e malvados.

Tira essa roupa, vadia,
e te pões de quatro.

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