ATENÇÃO! ALERTA VERMELHO! Essa poesia abaixo é de extremo mal gosto e, ao mesmo tempo, deliciosamente atraente. Então, cuidado ao se deliciar com ela, trata-se de putaria extrema. Classificação 18 anos, cenas de sexo e violência. O aviso foi dado; depois não vem falar que comeu e não gostou.
Pretensa pudica
Tira essa roupa, gostosa.
Pretensa pudica
Tira essa roupa, gostosa.
Tira essa essa roupa,
vadia.
Cala tua boca.
Falarás agora só em
gemidos,
quando, por minhas
carícias,
engasgar-lhe a volúpia.
Tira essa roupa e
desmaia.
Não quero teu choro,
ou teu sorriso.
Não quero teus olhos.
Atrapalhará meu gozo tua cumplicidade.
Quero teu corpo morto,
gordo,
quero teu corpo pó,
teu corpo universo,
teu corpo
transcendência,
teu corpo, medida de
todas as coisas,
teu corpo, razão de
todas as coisas,
teu corpo carne,
teu corpo comida,
tuas tetas.
Tira essa roupa,
prostituta.
Sabes que há muito
quero estuprá-la,
o vês em meus olhos
e não sentes medo.
Tira essa roupa, vadia,
maldita.
Não te matarei.
Tira essa roupa,
maligna, serpente.
Não te matarei.
Tira essa roupa, puta.
Não te matarei.
Não te matarei, porque
te quero sempre.
Mas nasceste para
transar com todos os homens
e nunca serás minha.
Tua vagina pudica,
pretensa pudica – pois do pudico cupido e picudo são anagramas –,
ao toque se derrete.
Não me mal interprete,
meu amor,
não sou um descarado,
meus sentimentos são
puros.
As palavras é que são
absurdas e sujas,
os vocábulos é que
são loucos e malvados.
Tira essa roupa, vadia,
e te pões de quatro.
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