domingo, 9 de setembro de 2012

Desconstruindo o poema

O desatino

"A verdade nem sempre é bonita" 
Confesso que é um plágio. Mas tudo não começa do nada, mas de algo que já existe; e assim foi que aconteceu, como se iniciou o desatino que se enveredou para:

"A verdade agora será mentira amanhã?
ou
A verdade agora já é mentira neste exato momento?" 

(o itálico é pra dar um ar de questão filosófica)

Esse foi o start, a Grande questão, o incômodo. Mas que não convém aprofundar agora neste instante.

A descoberta

Por acaso, hoje descobri duas palavras novas: MISANTROPIA e MODORRA.
Fui procurar o significado delas no dicionário de bolso do Aurélio Buarque de Holanda (não é o pai do Chico Buarque, viu?) e encontrei o seguinte:

1ª) Misantropia. sf*. Aversão à sociedade, aos homens.

2ª) Modorra. sf*. 1. Prostração mórbida, ou sonolência, ou preguiça. 2. Insensibilidade, apatia. [Var.: madorna]

Descobri então a causa de muita coisa em minha vida.
Sofria de MISANTRODORROPIA.

*obs: Quando era mais novo, não sabia o que significada esse "sf" antes do significado da palavra e interpretava como se fosse abreviação de "se fudeu".

A memória curta (ou: as consequências)

Penso e lembro de duas coisas que ouvi/li recentemente:

1) "Nada é suficiente" trecho da peça 'À primeira vista' do autor Daniel MacIvor.
e
2) "Não tenho mais tempo algum,
ser feliz me consome" do poema 'A Criatura' da Adélia Prado.

A síntese (ou: o poema)

Ser feliz? é...
Nada me consome
Não tenho a Verdade agora
Já a mentira 
Agora
Será verdade
Suficiente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário