Eu falo comigo mesmo,
eu brigo comigo mesmo,
eu me repreendo quando
faço merda
e me orgulho de mim
quando mereço.
Vivo a mim preso,
e só com minha
permissão
é que serei livre.
Eu transo comigo mesmo,
eu choro comigo mesmo,
eu me alegro quando
estou triste,
e me esqueço quando apaixonado.
Eu sou o que sempre
quero,
eu sou o que nunca
tive.
Vivo a mim eternamente acorrentado
e só com minha chave
é que serei livre.
Eu sou o meu próprio
paraíso,
eu sou o meu próprio
inferno,
eu sou o que sempre
ignoro,
eu sou o que sempre
preciso.
Vivo por mim excelsamente condenado,
e só com minha
absolvição
é que serei livre.
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