O garoto colocou a mão no papel,
contornou-a com lápis...
Isso não é poesia.
É imitação grosseira da realidade.
Poesia é o que o Manoel fazia,
esbanjando o português,
espremendo o cérebro
na busca de qualquer combinação específica de palavras,
que surtisse qualquer inexplicável efeito narcótico nos outros idiotas
e assim o chamassem gênio.
Poesia é o que ele fazia pensando, mutatis mutandis, "nossa, vão pirar nisso aqui"!
Isso é poesia.
Não aquela mão ridícula,
daquele menino ridículo,
tremidamente,
mediocremente,
desleixadamente,
despretensiosamente
contornada num pedaço de papel.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Sizenando, a vida é triste.
Do cronista
Rubem Braga (1913-1990)
Está provado que acordar mais cedo faz o dia maior. Esta frase nao é minha, e desgraçadamente não consegui saber o nome de seu autor, pois acordei muito cedo, mas não o bastante cedo; quando liguei o rádio às 6:10 a aula já tinha começado; ouvi o programa até o fim, mas não fiquei sabendo o nome do professor. "La verando estas vera jardeno, plena de flôroi". Nunca estudei esperanto, mas suponho que a varanda ou o verão está com muitas flores no jardim; de qualquer modo é uma boa notícia, algo de construtivo.
Confesso que a certa altura mudei de estação; sou um espírito inquieto. A estação logo à direita dava telegramas de Argel, crise na França; fui mais adiante, sintonizei um bolero; tentei ainda outra, dizia anúncios; voltei para o meu jardim florido em esperanto.
O professor estava agora respondendo cartas de ouvintes. O Sr. Sizenando Mendes Ferreira, de Iporá, Goiás, escrevera dizendo que achara suas aulas muito interessantes e queria se inscrever entre seus alunos.
Sou um homem do interior, tenho uma certa emoção do interior, às vezes penso que eu merecia ser goiano. A manhã estava escura e chuvosa em Ipanema; e me comoveu saber que naquele instante mesmo, a um mundo de remotas léguas, no interior de Goiás, havia um Sizenando, brasileiro como eu, aprendendo que o "jardeno" está "plena de flôroi" - e talvez escrevendo isso em um caderno.
Não importa que neste momento haja milhões de brasileiros dormindo insensatamente, enquanto outros milhões tomam café ou banho de chuveiro ou já marchem para o trabalho, ou que minha amada Joana esteja neste minuto saindo da Sacha's e entrando no carro daquele "stompananto" de Botafogo. Eu e Sizenando cultivamos o jardim da cultura, "plena de flôroi"; nós somos, de certo modo, a elite do Brasil; amanhecemos em flor.
Então o professor, talvez estimulado pela atenção do ouvinte goiano, fez uma pequena dissertação sobre a utilidade do esperanto e tambem sobre a vantagem de acordar cedo. Está provado que acordar mais cedo faz o dia maior. Nao será uma frase muito sutil, mas é tão pura e bem-intencionada que poderá figurar no decálogo do escoteiro. No fundo deve haver alguma ligação entre o escotismo, o esperanto e acordar cedo. Eis uma falha de minha vida; nunca fui escoteiro; agora é tarde para quebrar coco na ladeira, mas talvez ainda seja tempo para aprender um pouco de esperanto; eu e Sizenando. "Tenho um amigo" - dizia o professor - "que me confessou que nunca ouvira o meu programa, pois dorme até tarde. Pois bem. Ele ontem acordou cedo e ouviu o meu programa. Disse-me que passou o dia inteiro com uma excelente disposição, achou o dia maior e mais útil, ficou realmente satisfeito."
O próprio professor estava satisfeito com a declaração de seu amigo; sentia-se isso em sua voz. Murmurei para mim mesmo que o golpe é este: todo dia acordar cedo, ouvir minha aula de esperanto e depois se houver alguma aula de ginástica pelas imediações topar também, "mens sana in corpore sano", no fim do mês os amigos vão ficar espantados, como o Braga está bem! Este pensamento me reconfortou; estendi a mão para pegar um cigarro na mesinha-de-cabeceira, mas fumei com um certo remorso. No fundo o esperanto deve ser contra o tabagismo, assim como é favorável ao escotismo.
"Mi estas bruna". Isto quer dizer: eu sou moreno. "Mi estas bruna", ó filhas de Jerusalém, dizia a Sulamita. A esta hora Joana deve estar no carro daquele palhaço, toda aconchegada a ele, meio tonta de uísque, vai para o apartamento dele - um imbecil que não sabe uma só palavra de esperanto! A vida é triste, Sizenando.
Rio, junho, 1958.
Está provado que acordar mais cedo faz o dia maior. Esta frase nao é minha, e desgraçadamente não consegui saber o nome de seu autor, pois acordei muito cedo, mas não o bastante cedo; quando liguei o rádio às 6:10 a aula já tinha começado; ouvi o programa até o fim, mas não fiquei sabendo o nome do professor. "La verando estas vera jardeno, plena de flôroi". Nunca estudei esperanto, mas suponho que a varanda ou o verão está com muitas flores no jardim; de qualquer modo é uma boa notícia, algo de construtivo.
Confesso que a certa altura mudei de estação; sou um espírito inquieto. A estação logo à direita dava telegramas de Argel, crise na França; fui mais adiante, sintonizei um bolero; tentei ainda outra, dizia anúncios; voltei para o meu jardim florido em esperanto.
O professor estava agora respondendo cartas de ouvintes. O Sr. Sizenando Mendes Ferreira, de Iporá, Goiás, escrevera dizendo que achara suas aulas muito interessantes e queria se inscrever entre seus alunos.
Sou um homem do interior, tenho uma certa emoção do interior, às vezes penso que eu merecia ser goiano. A manhã estava escura e chuvosa em Ipanema; e me comoveu saber que naquele instante mesmo, a um mundo de remotas léguas, no interior de Goiás, havia um Sizenando, brasileiro como eu, aprendendo que o "jardeno" está "plena de flôroi" - e talvez escrevendo isso em um caderno.
Não importa que neste momento haja milhões de brasileiros dormindo insensatamente, enquanto outros milhões tomam café ou banho de chuveiro ou já marchem para o trabalho, ou que minha amada Joana esteja neste minuto saindo da Sacha's e entrando no carro daquele "stompananto" de Botafogo. Eu e Sizenando cultivamos o jardim da cultura, "plena de flôroi"; nós somos, de certo modo, a elite do Brasil; amanhecemos em flor.
Então o professor, talvez estimulado pela atenção do ouvinte goiano, fez uma pequena dissertação sobre a utilidade do esperanto e tambem sobre a vantagem de acordar cedo. Está provado que acordar mais cedo faz o dia maior. Nao será uma frase muito sutil, mas é tão pura e bem-intencionada que poderá figurar no decálogo do escoteiro. No fundo deve haver alguma ligação entre o escotismo, o esperanto e acordar cedo. Eis uma falha de minha vida; nunca fui escoteiro; agora é tarde para quebrar coco na ladeira, mas talvez ainda seja tempo para aprender um pouco de esperanto; eu e Sizenando. "Tenho um amigo" - dizia o professor - "que me confessou que nunca ouvira o meu programa, pois dorme até tarde. Pois bem. Ele ontem acordou cedo e ouviu o meu programa. Disse-me que passou o dia inteiro com uma excelente disposição, achou o dia maior e mais útil, ficou realmente satisfeito."
O próprio professor estava satisfeito com a declaração de seu amigo; sentia-se isso em sua voz. Murmurei para mim mesmo que o golpe é este: todo dia acordar cedo, ouvir minha aula de esperanto e depois se houver alguma aula de ginástica pelas imediações topar também, "mens sana in corpore sano", no fim do mês os amigos vão ficar espantados, como o Braga está bem! Este pensamento me reconfortou; estendi a mão para pegar um cigarro na mesinha-de-cabeceira, mas fumei com um certo remorso. No fundo o esperanto deve ser contra o tabagismo, assim como é favorável ao escotismo.
"Mi estas bruna". Isto quer dizer: eu sou moreno. "Mi estas bruna", ó filhas de Jerusalém, dizia a Sulamita. A esta hora Joana deve estar no carro daquele palhaço, toda aconchegada a ele, meio tonta de uísque, vai para o apartamento dele - um imbecil que não sabe uma só palavra de esperanto! A vida é triste, Sizenando.
Rio, junho, 1958.
terça-feira, 5 de junho de 2012
hoje não haverá poesia
Hoje não haverá
poesia,
as crianças ficam
demasiado agitadas com os versos
e estamos em tempo de
paz.
Hoje não haverá
poesia,
as palavras trazem
consigo responsabilidades
e não é lícito
usá-las e abusá-las.
Hoje não haverá
poesia,
caracteres se escondem
em caracteres
e fenícios não
criaram o alfabeto para a putaria.
Hoje não haverá
poesia,
sentimentos são
pólvora prensada
que uma simples
palavra, chama,
incendeia.
Hoje
não haverá poesia,
nem
alegria,
nem
tristeza.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A moça, de Rubem Braga.
Mais um belo texto do cronista Rubem Braga para o seu, o meu, o nosso deleite.
Aprecie sem moderação.A MOÇA
Líamos juntos um poema de Vinicius de
Moraes. Esbarraste na palavra "báratro" e pronunciaste
"barátro", perguntando: "o que é?" Eu corrigi tua
pronúncia, mas não soube explicar o sentido exato: "é alguma coisa como
oceano ou labirinto... Vamos ver no dicionário".
Era abismo, precipício, inferno. E rimos
muito.
Depois eu te ensinei a teoria de dormir na
rede, e te emprestei a palavra "ruivas" para ficar no teu poema no
lugar de "fulvas". (Tratava-se de formigas).
Então eu te levei ao Arpoador e subimos até
o alto. E te ofereci num gesto largo todo o oceano com suas ilhas e todo o céu
com seus ventos; porém, estavas triste; digna e triste como olvidada princesa
belga.
E me disseste: "Sou um anjo
duvidoso." E eu disse: "Que és anjo não tenho dúvida alguma, está na
cara; mas duvidoso, talvez."
Bebias muita água; e trincava nos dentes a
pastilha da felicidade, invenção americana. Eu recusei: "Não; é verdade
que estou meio triste, mas não tem importância, é uma tristezinha maneira; vou
tocando assim mesmo."
E fomos tocando pela tarde e pela noite, de
um lado e outro, como se estivéssemos procurando uma pessoa amiga, uma pessoa
que procurávamos há tanto tempo que já havíamos esquecido quem era mesmo. E não
tinha importância. De repente ficaste mais minha amiga e me contaste coisas
amargas. Eu mirei tua boca, teus olhos e tua testa com um profundo respeito.
Rio, junho, 1956.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Ontem conheci Rubem Braga
Ontem conheci Rubem Braga, o gênio das poucas palavras. Que grata surpresa encontrar ele, numa sexta-feira à noite, despretensiosamente, sem nenhum compromisso. Abri seu livro de crônicas "Ai de ti Copacabana" e me deparei com a crônica "A presença". Meu Deus! Como o cara consegue, em pouquíssimas palavras, falar de todo um modo de agir e um sentimento tão íntimo e pessoal que sempre me ocorre? De forma tão simples e direta. Não é possível! Me deu vontade de perguntar a ele: Rubem, você também sente isso? Desse jeito que você descreve? Mas, rapaiz, isso acontece igualzinho comigo, meu! Puxa vida! Que bom conhecê-lo e ouvir as suas palavras, tão parecidas com aquilo que sinto também; tão semelhante naquilo que está dentro de mim. Recomendo conhecer esse cara, vale a pena.
A PRESENÇA
Um telefonema apenas cordial, a que atendo
com naturalidade - mas por que, depois, esse indefinível tremor íntimo, essa
remota noção de que representei uma cena sob o efeito do hipnotismo, esse
indizível susto? Sou um homem tranquilo, e minha vida está tranquila; ouço essa
voz, esse nome, e pronto! - começo a agir como se trabalhasse em um filme a que
eu mesmo estivesse assistindo. Represento meu papel de maneira normal e faço o
papel de um homem normal; mas há um outro eu invisível que é aqualouco,
patinador sobre arco-íris, menino tonto, Hamlet, palerma, patético. Enquanto eu
digo uma coisa sensata esse meu fantasma se entrega a um silencioso desvario,
ou recita versos antigos, voa como um anjo, soluça. Posso contemplá-lo com
frieza, criticá-lo, ter pena dele; evito que ele influa no mais mínimo em minha
conduta real; quando ele tem um impulso de falar ao telefone eu me ponho
tranquilamente a descascar uma laranja ou fazer ponta em um lápis; e sem minhas
mãos, sem meu corpo, ele não pode fazer nada. Resolvo ignorá-lo e chego a
esquecê-lo durante semanas, meses; mas quando surge a Presença ele salta ao meu
lado, sob uma luz sobrenatural, absurdo e infantil.
Não estou apaixonado; meu comércio
sentimental com as outras criaturas corre normal, com suas alegrias e
tristezas. Não estou apaixonado, mas posso ver a face da Paixão. E por um
instante fico parado, mudo, como quem ouvisse, no fundo da noite, o sussurro das
estrelas, e o reconhecesse.
Rio, Março, 1956.
Sobre as leis da limpeza.
Alô, galerinha do mal...
Recentemente mudei da casa onde sempre vivi com meus pais para um apartamento, onde vivo sozinho. Tive de limpá-lo, porque estava muito sujo, e o quis fazer eu mesmo, sem ajuda.
Apesar da dor nas costas, aprendi algumas coisas que gostaria de compartilhar com vocês, que pretendem limpar as ruas, ou a cidade, ou o país, ou o mundo, isso mesmo, vocês, delegados(as), membros do ministério público, juízes(as), diretores(as) de escolas e presídios, policiais, entre tantos outros, vocês; que pretendem pintar, vender, exibir - não consigo achar um verbo ideal - como uma coisa boa, como um exercício louvável e diligente da profissão, seu ódio por vocês mesmos, aquele bom e velho ódio que vocês receberam de seus pais, aprenderam a cultivar pelos coleguinhas de escola - sofrendo ou fazendo bullying, ou invejando aquele(a) que era mais bonito(a) e amado(a) que você -, utilizaram como estímulo para os estudos do vestibular e dos concursos públicos e agora tomam de café da manhã, passando para seus filhos no leite e na manteiga do pão.
Tratam-se das leis da limpeza:
1ª - É impossível limpar sem se sujar, nem que seja só um pouco.
2ª - A sujeira não se torna limpeza. Do que decorre a terceira lei:
3ª - Para que um ambiente se torne limpo, é necessário que a sujeira seja levada dele para um outro lugar. Do que decorre a quarta lei:
4ª - O mundo será sempre sujo.
5ª - Quando limpamos algo, nós o sujamos com os utensílios usados na limpeza. Do que decorre a sexta lei:
6ª - A limpeza é uma questão de preferência: os pelos do corpo, a caspa e a pele morta, ou os pelos da flanela?
7ª - Limpeza não é uma questão de qualidade, mas de quantidade. As coisas não ficam limpas ou sujas, ao revés, elas ficam mais ou menos limpas ou sujas. Há um certo grau de limpeza que não se pode ultrapassar, seja porque não se enxerga a sujeira (que muita vez é microscópica), seja porque não se possui meios, tecnologia para eliminá-la. O que nos leva novamente à quarta lei, malgrado um pouco mais refinada, razão pela qual será anunciada separadamente, na oitava lei:
8ª - O seu país, a sua cidade, as suas ruas, o seu quarto e, principalmente, você serão sempre sujos.
Pensem nisso, ou melhor, não pensem nisso.
Recentemente mudei da casa onde sempre vivi com meus pais para um apartamento, onde vivo sozinho. Tive de limpá-lo, porque estava muito sujo, e o quis fazer eu mesmo, sem ajuda.
Apesar da dor nas costas, aprendi algumas coisas que gostaria de compartilhar com vocês, que pretendem limpar as ruas, ou a cidade, ou o país, ou o mundo, isso mesmo, vocês, delegados(as), membros do ministério público, juízes(as), diretores(as) de escolas e presídios, policiais, entre tantos outros, vocês; que pretendem pintar, vender, exibir - não consigo achar um verbo ideal - como uma coisa boa, como um exercício louvável e diligente da profissão, seu ódio por vocês mesmos, aquele bom e velho ódio que vocês receberam de seus pais, aprenderam a cultivar pelos coleguinhas de escola - sofrendo ou fazendo bullying, ou invejando aquele(a) que era mais bonito(a) e amado(a) que você -, utilizaram como estímulo para os estudos do vestibular e dos concursos públicos e agora tomam de café da manhã, passando para seus filhos no leite e na manteiga do pão.
Tratam-se das leis da limpeza:
1ª - É impossível limpar sem se sujar, nem que seja só um pouco.
2ª - A sujeira não se torna limpeza. Do que decorre a terceira lei:
3ª - Para que um ambiente se torne limpo, é necessário que a sujeira seja levada dele para um outro lugar. Do que decorre a quarta lei:
4ª - O mundo será sempre sujo.
5ª - Quando limpamos algo, nós o sujamos com os utensílios usados na limpeza. Do que decorre a sexta lei:
6ª - A limpeza é uma questão de preferência: os pelos do corpo, a caspa e a pele morta, ou os pelos da flanela?
7ª - Limpeza não é uma questão de qualidade, mas de quantidade. As coisas não ficam limpas ou sujas, ao revés, elas ficam mais ou menos limpas ou sujas. Há um certo grau de limpeza que não se pode ultrapassar, seja porque não se enxerga a sujeira (que muita vez é microscópica), seja porque não se possui meios, tecnologia para eliminá-la. O que nos leva novamente à quarta lei, malgrado um pouco mais refinada, razão pela qual será anunciada separadamente, na oitava lei:
8ª - O seu país, a sua cidade, as suas ruas, o seu quarto e, principalmente, você serão sempre sujos.
Pensem nisso, ou melhor, não pensem nisso.
Auto-crítica atual
Ziembinski ... há uma certa pose dentro da mocidade. É a atitude de ser livre, de se mostrar livre. No entanto, chegamos a um tipo de liberdade que é a pior prisão possível, entende? Quer dizer, aqueles mesmos que pretendem derrubar certos valores em nome da liberdade, ao mesmo tempo, se tornam escravos da mais absoluta máscara, que é a pior prisão que a liberdade pode ter, entende? Inclusive o ator nem está disposto à agressão, mas é programado para agredir, entende? Essa eu acho a pior falta de liberdade.
(Diretor e ator de teatro vindo da Polônia que falou o primeiro palavrão em cena no Teatro Brasileiro e foi o primeiro e único diretor que montou a peça 'Vestido de Noiva' como o texto merecia, em entrevista ao Pasquim, em junho de 1972)
(Diretor e ator de teatro vindo da Polônia que falou o primeiro palavrão em cena no Teatro Brasileiro e foi o primeiro e único diretor que montou a peça 'Vestido de Noiva' como o texto merecia, em entrevista ao Pasquim, em junho de 1972)
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